La Petite Princesse

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”

Venha, que o que vem é perfeição maio 21, 2009

Filed under: Espelhos — Nathalia Galia @ 4:38 pm

Desabafo.

Cada um por si e ninguém por todos.

 

 

Vamos festejar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e televisão
Vamos celebrar o nosso governo e nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatus, Perséphone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza , vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas e os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça , a ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos e o voto dos analfabetos
Comemorar a água podre, todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas, o trabalho escravo e nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação, todo o roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias. é a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome, não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade, vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio, tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional (a lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade e comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente, que trabalhou honestamente a vida inteira                                              e agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração de toda nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação ,vamos celebrar o horror de tudo isso
Com festa, velório e caixão, está tudo morto e enterrado agora
Já aqui também podemos celebrar a estupidez de quem cantou essa canção

Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é perfeição

“I’m so happy ‘cause today
I’ve found my friends,
They’re in my head
I’m so ugly, but that’s ok
‘cause so are you yeaaahhhhhh!!!”

 

“E a nossa história … não estará pelo avesso assim sem final feliz …
Teremos coisas bonitas pra contar …
E até lá vamos viver … temos muito ainda por fazer …
Não olhe pra tras … apenas começamos …
O mundo começa agora … ahh!
Apenas começamos!” 

 

Legião Urbana- Perfeição 

 

Ps: Eu quero ir embora. Só a verdade me liberta..

 

Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain

Filed under: Pausa — Nathalia Galia @ 12:32 am

 

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O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

  • França, 2001
  • Duração: 122 min
  • LM-cor
  • Idioma: francês
  • Gênero: drama, comédia
  • Direção: Jean-Pierre Jeunet
  •  Direção de Arte: Volker Schäfer
  • Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
  • Produção: Jean-Marc Deschamps
  •  Música: Yann Tiersen
  • Fotografia: Bruno Delbonnel
  • Desenho de Produção: Aline Bonetto

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain retrata a história da jovem francesa Amélie que teve uma infância difícil, pela morte de sua mãe e  falta de afeto de seu pai. Cresceu isolada das outras crianças e foi alfabetizada pela mãe que era professora. O pai, médico, achava que Amélie tinha alguma doença que fazia com que seu coração batesse aceleradamente,isolando Amélie do mundo. A solidão, isolamento e falta de atenção, influenciaram em peso no desenvolvimento e futuro de Amélie, que cresceu. Adulta, se  mudou do subúrbio e foi morar em Montmartre, onde foi trabalhar como garçonete.  Certo dia em seu apartamento, ela encontra um pequeno grande tesouro: uma caixinha com as lembranças da infância de um antigo morador. Ela consegue descobrir quem é ele e faz com que ele receba a caixinha, e ao observar sua reação, ela muda sua vida pra sempre. Amélie renasce, encontra um sentido para sua vida, e percebe que é capaz de fazer a vida das pessoas ao seu redor melhor. Por meio de pequenos gestos, ela passa a colorir a vida dos outros, e assim, encontra o seu grande amor.

São tempos difíceis para os sonhadores..

A história é simples e ao mesmo tempo fascinante. Combina um alto teor dramático com uma leve pitada de humor.Os diálogos são curtos e os olhares, longos . O filme mergulha fundo no interior da personagem e leva á uma reflexão sobre o valor das coisas mais simples, como um sorriso e uma recordação feliz- o que faz tudo valer a pena.  

Com direção,fotografia, roteiro, produção e elenco fantásticos, o Fabuloso Destino de Amélie Poulin passa uma mensagem belíssima, que nos toca e nos transforma em pessoas melhores -pelo menos um pouquinho melhores-.

Vale a pena.

Fabuloso!

 

PS: O medo do tempo que passa nos faz falar do tempo que faz

 

. ou letra maiúscula maio 20, 2009

Filed under: — Nathalia Galia @ 11:25 pm

Hoje é domingo, pé de cachimbo.

 

Domingo é o fim do fim de semana, e o fim da semana também. Pode ser o primeiro dia da semana ou o último, você pode escolher- escolher se vai ser o último ou o primeiro.calendario

 

E só dá pra poder escolher, se houver uma ruptura, uma quebra, um fim. Só dá pra escolher se domingo vai ser o fim da semana ou o começo dela, se a semana acabar. A maior parte das pessoas vê o domingo como um dia morto, o útlimo dia da semana, e bate aquela preguiça..amanhã começa tudo de novo! Olhando com outros olhos, não seria muito bom começar a semana com um dia livre?Pense nisso.

Assim acontece com as semanas, amizades, namoros,sonhos. Assim acontece com a vida.

Quando um grande amigo te olha feio, te “passa a perna” ou faz coisas que amigo que é amigo não faz.

Quando um grande amor se perde pro tempo,se troca por outro, quando um grande amor não era tão grande assim.

Quando um grande sonho não se realiza.

 

Quem já não se viu sem sonhos pra sonhar? A desilusão vem forte mesmo. Mas ainda sou daquela velha opinião de que “antes a desilusão do que a ilusão”. Pelo menos, agora é de verdade. Verdade?  Ah.. verdade é tão relativa! Desde sempre buscou-se uma “definição”de verdade, a verdade sobre a verdade. Como pode ter sido verdade pra mim e não ter sido pra você?

Na verdade, a verdade de verdade, cada um busca e faz a sua. Construímos a verdade a partir do que acreditamos,  nossas escolhas. Nossas escolhas refletem o que acreditamos, e o que acreditamos reflete aquilo que escolhemos. E tudo isso reflete aquilo que somos.

 

Ao perder a confiança nas amizades, nos amores, nos sonhos e na vida, perde-se (¿) muita coisa, ou melhor, deixa-se de ganhar algumas coisas. Mas são nessas situações que se ganha  muitos ganhos,preciosos ganhos.

O tamanho do tombo e a qualidade da lição aprendida são diretamente proporcionais.  Tipo da coisa que não adianta ninguém te contar, você tem que aprender sozinho, por si só.  Daí vem o poder de escolher se aquela coisa foi a última ou se vai ser a primeira.

Se aquele foi o fim, ou se será apenas um novo começo..

 

PS: Sem um começo, uma história não pode ser. Sem um fim, não pode haver um novo começo.

 

Registro Geral maio 12, 2009

Filed under: — Nathalia Galia @ 10:46 pm

 

“Quem sou eu? Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou a procura de ser e isso eu ainda não sou.”

           Angela Delphim

 ?

 Quem é você?

-Não, esse é o seu nome.

-Não perguntei qual o seu sexo nem sua idade.

-Não, também não perguntei de quem você é filho,sua profissão nem seu estado civil.

-Não…Não…Não…e..Não…

                                                                                                -Eu só perguntei quem é você.

Só isso.

 Afinal, quem é você? Você sabe? Quem você quer ser? Você sabe?

“Quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta?“, já dizia Eustáquio.

Copie e cole

Copie e cole

 Quem?

Questionamento infinito esse! Quantas perguntas! Não é de hoje que essas perguntas nos rodeiam ..formando em torno de nós a famosa crise existencial- que se ainda não te pegou, pode ter certeza que esse dia ainda vai chegar!

Existir->Ter existência real, viver, durar, permanecer, subsistir. Será que tudo existe mesmo? Nem a filosofia tem certeza.

É difícil definir. Sei lá. O que eu sou pra você, não é o que eu sou pra ele, nem na verdade o que eu sou pra mim.  Cada um de nós, consciente ou inconscientemente,tem uma meta de ser. Ser alguém. Alguém com características admiradas nos outros, seus exemplos e espelhos. Entretanto, não é tão fácil ser quem a gente quer ser, uma vez que quem a gente realmente é pode não querer ser o que a gente não é – simples assim.

Criamos vários eus dentro do nosso próprio eu. Cada pessoa que encontramos, cada situação que vivemos, nos faz com que ponhamos um desses eus em ação.Ou mais de um. Um amigo muito especial me disse uma vez, que quando a gente perde uma pessoa, a dor em si não é pela perda dessa pessoa. A dor é porque sentimos a falta, a “morte” de quem a gente era quando estava com aquela pessoa. Isso não significa que esse “eu”  nunca existiu, mas que nunca mais será.

Concordo com Charlie Brown: “Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida” . Temos que nos aprimorar cada dia mais, buscando ser quem a gente quer ser de verdade. Temos esse direito, de querer o melhor pra gente (mesmo não sabendo o que) e de ser livre para fazermos as nossas próprias escolhas- nossas escolhas. Só não dá certo quando negamos quem nós realmente somos, tentando anular ou ignorar nós mesmos. Têm coisas, meu amigo, que não se pode mudar..

De vez em quando é bom parar pra pensar quem é mesmo o dono de quem.

“…É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo…
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre”

             Clarice Lispector

 

PS: “Mas se eu lhe disser quem sou, você pode não gostar. E isso é tudo o que tenho”. John Powell

 

A Bússola

Filed under: Espelhos — Nathalia Galia @ 11:17 am

“Sempre em frente não se pode ir muito longe”.

Antoine de Saint-Exupéry

O Pintor

O Pintor

Separe experiências de um adulto. Após  limpá-las, deixar em banho-maria. Em seguida adicione a simplicidade e sabedoria de uma criança. Misture bem, acresente uma colher de açúcar, uma pitada de sal e pimenta à gosto. Bom Apetite!

O livro O Pequeno Príncipe mostra um caminho novo. Ou melhor, faz a gente resgatar aquele caminho que um dia sonhamos em trilhar, e que com o tempo foi se perdendo dentro de nós, dentro de quem nos tornamos. Passei a rever alguns “valores e princípios” que passavam desapercebidos por mim. Que perigo!

“Sempre em frente não se pode ir muito longe”. Não entendi.

Quantas vezes já ouvimos ou dissemos um “siga em frente”? Muitas. Como que com isso não se poder ir muito longe?? Ainda não entendi.

Seguir em frente é evoluir, seguir pelo “melhor caminho”, fazer o melhor pra gente. E aí que está o problema: não sabemos o que é melhor pra gente. Precisamos muitas vezes  pegar o caminho errado, aquele que tem curvas, buracos, pontes. Seguir sempre em frente, seguir sempre a mesma direção não é legal. É preciso virar um pouco à esquerda e depois à direita, quem sabe voltar pra trás.  As curvas dão mais movimento aos caminhos, mais emoção, mais medo, mais surpresas, mais experiências, mais tombos ,mais aprendizagens. As curvas alteram a direção que estamos seguindo. Curvas são importantes.

 Caminhos existem vários, e todos levam ao mesmo lugar. O que muda é o como chegamos lá. De que jeito, com que sorriso na boca e com que brilho no olhar. O brilho que já esteve em uma lágrima, brilhará mais , justamente por ter conhecido a lágrima. Esse “brilho” aprendeu o valor do olhar feliz.

-Tantas perguntas, e quantas respostas!

O aprender é a nossa “missão”. Vivendo e aprendendo. Aprender a ver, enxergar valor das coisas, sua verdadeira essência. Eis a grande lição.  

 

 

PS: Será que eu entedi?

 

Escrevendo..

Filed under: — Nathalia Galia @ 12:11 am

“Escrever não muda o mundo.
As pessoas mudam o mundo.
Escrever só muda as pessoas.”

Mário Quintana

 

Agente social, transformador e renovador

Agente social, transformador e renovador

“Representar por meio de caracteres ou sinais gráficos” , “Exprimir-se” ou ainda “Corresponder-se”.

Escrever vai tão além disso..

Escrever é mais do que talento, ofício ou um simples passatempo. Não é só mais um suporte para que haja a comunicação. Pensando bem, não o deixa de ser. Seria um equívoco, entretanto, pensar tão pequeno. Escrever é exatamente o oposto: é pensar grande, pensar pra fora,de dentro pra fora. É a nossa alma desabafando o que está “lá dentro”.

Escrever é guardar, compartilhar,trocar. Uma linda troca. Troca de experiências, ideias, visões de mundo. Sonhos.

O escritor pode ser o leitor, que pode ser o escritor, que pode ser o leitor..Este é transformado: muito, pouco, quase nada. Nunca nada, nunca em vão.  Tenho certeza de que quando eu ler esse texto, não serei mais a mesma que sou no instante agora  –que saudades de mim! 

Pessoas são boas e más, abelhas têm mel e ferrão, rosas têm petalas e espinhos. Palavras também.A palavra tem poder imensurável. Tanto escrita quanto pronunciada.Adimro muito quem sabe fazer bom uso da palavra falada-gente rara, essa! A palavra falada não vem só, vem com um pacotinho no embalo. Vem acompanhada de entonações, gestos e olhares que facilitam sua interpretação. A palavra escrita é uma para o escritor, outra para o leitor,uma para mim, outra pra você. Outra ainda para ela, no seu amanhã.  A palavra está em constante mudança, metamorfose – assim como nós.  É a graça de ler um livro ou diário,cartas do primeiro namorado, scraps ou uma antiga sms de novo, pela segunda, terceira, décima-sétima vez.  A “troca” ,certamente, não será a mesma –garantido!  Afinal, a beleza está nos olhos de quem vê. E o dono destes olhos nunca é o mesmo. Está sempre mudando, lendo, e escrevendo.

Escrever é a transpor a essência humana, a arte de encantar por meio de palavras.

 

PS: Saudade a gente mata.
Sonho a gente realiza.