La Petite Princesse

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”

Thiago dos Reis- Início do fim setembro 26, 2009

Filed under: Espelhos — Nathalia Galia @ 12:35 am

Um casal. Duas pessoas unidas por um fio chamado amor. Mas um dia, o fio se rompe. O laço se desfaz e o amor já não pode mais ser visto. Talvez porque ele nunca esteve lá. Ou porque esteve e não está mais. Tanto faz.

A maioria absoluta das pessoas sente dificuldades para terminar um relacionamento. Quantos casais arrastam a relação por semanas, meses, anos…

Mesmo quando a relação está ruim, tentamos mantê-la. Existem bilhões de pessoas no mundo e muitas delas podem ser felizes ao nosso lado. Mas não vemos isso, restringimos nosso campo de visão ao parceiro.

É tão bom sonhar e fazer planos de vida ao lado da pessoa amada quanto é ruim vê-los sumir em meio ao nada. Noites de conversa sobre onde morar, quantos filhos ter, as viagens, a lua de mel… Tudo em vão.

O trem da juventude é veloz…

A dor do fim não é por mim e nem por ela. É pela nossa casa de praia que me foi arrancada. É pela viagem à Bora Bora que não acontecerá mais. Fernando de Noronha, Veneza, Roma, Paris? No more, baby. A dor é pela demolição da casa com piscina que planejávamos. É pela lua de mel na Europa, é pelos filhos que morreram antes de nascer. Tudo desmorona como um castelo de areia.

Sem notar, agimos de maneira diferente com cada pessoa ao nosso redor. Somos carinhosos com uns, arrogantes com outros, ríspidos com outros. Parecemos intelectuais para uma porção de gente e palhaços para outra porção. Quando o relacionamento acaba, um desses “eus” interior morre. Nossa própria morte acontece dentro de nós. Isso dói.

Ao tentarmos salvar um relacionamento, tentamos salvar a nós mesmos, tentamos salvar a vida dos filhos planejados, salvar a casa que sonhamos e a vida a dois. Ignoramos que podemos recomeçar, aprender com os erros e traçar um novo caminho com mais acertos. Afinal, parece mais fácil continuar pelo caminho que já trilhamos, mesmo que este esteja errado.

Esquecemo-nos que somos autossuficientes e podemos trilhar o caminho que quisermos, quando bem entendermos. A hora de ser feliz é agora, sempre. Se somos jovens, devemos tomar atitudes. Haverá muito tempo para consertar os erros. Ao não tomar atitudes estamos perdendo tempo. É o tempo que nos fará falta um dia.

Thiago dos Reis é um relógio ambulante.

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Venha, que o que vem é perfeição maio 21, 2009

Filed under: Espelhos — Nathalia Galia @ 4:38 pm

Desabafo.

Cada um por si e ninguém por todos.

 

 

Vamos festejar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e televisão
Vamos celebrar o nosso governo e nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatus, Perséphone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza , vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas e os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça , a ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos e o voto dos analfabetos
Comemorar a água podre, todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas, o trabalho escravo e nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação, todo o roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias. é a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome, não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade, vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio, tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional (a lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade e comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente, que trabalhou honestamente a vida inteira                                              e agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração de toda nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação ,vamos celebrar o horror de tudo isso
Com festa, velório e caixão, está tudo morto e enterrado agora
Já aqui também podemos celebrar a estupidez de quem cantou essa canção

Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é perfeição

“I’m so happy ‘cause today
I’ve found my friends,
They’re in my head
I’m so ugly, but that’s ok
‘cause so are you yeaaahhhhhh!!!”

 

“E a nossa história … não estará pelo avesso assim sem final feliz …
Teremos coisas bonitas pra contar …
E até lá vamos viver … temos muito ainda por fazer …
Não olhe pra tras … apenas começamos …
O mundo começa agora … ahh!
Apenas começamos!” 

 

Legião Urbana- Perfeição 

 

Ps: Eu quero ir embora. Só a verdade me liberta..

 

A Bússola maio 12, 2009

Filed under: Espelhos — Nathalia Galia @ 11:17 am

“Sempre em frente não se pode ir muito longe”.

Antoine de Saint-Exupéry

O Pintor

O Pintor

Separe experiências de um adulto. Após  limpá-las, deixar em banho-maria. Em seguida adicione a simplicidade e sabedoria de uma criança. Misture bem, acresente uma colher de açúcar, uma pitada de sal e pimenta à gosto. Bom Apetite!

O livro O Pequeno Príncipe mostra um caminho novo. Ou melhor, faz a gente resgatar aquele caminho que um dia sonhamos em trilhar, e que com o tempo foi se perdendo dentro de nós, dentro de quem nos tornamos. Passei a rever alguns “valores e princípios” que passavam desapercebidos por mim. Que perigo!

“Sempre em frente não se pode ir muito longe”. Não entendi.

Quantas vezes já ouvimos ou dissemos um “siga em frente”? Muitas. Como que com isso não se poder ir muito longe?? Ainda não entendi.

Seguir em frente é evoluir, seguir pelo “melhor caminho”, fazer o melhor pra gente. E aí que está o problema: não sabemos o que é melhor pra gente. Precisamos muitas vezes  pegar o caminho errado, aquele que tem curvas, buracos, pontes. Seguir sempre em frente, seguir sempre a mesma direção não é legal. É preciso virar um pouco à esquerda e depois à direita, quem sabe voltar pra trás.  As curvas dão mais movimento aos caminhos, mais emoção, mais medo, mais surpresas, mais experiências, mais tombos ,mais aprendizagens. As curvas alteram a direção que estamos seguindo. Curvas são importantes.

 Caminhos existem vários, e todos levam ao mesmo lugar. O que muda é o como chegamos lá. De que jeito, com que sorriso na boca e com que brilho no olhar. O brilho que já esteve em uma lágrima, brilhará mais , justamente por ter conhecido a lágrima. Esse “brilho” aprendeu o valor do olhar feliz.

-Tantas perguntas, e quantas respostas!

O aprender é a nossa “missão”. Vivendo e aprendendo. Aprender a ver, enxergar valor das coisas, sua verdadeira essência. Eis a grande lição.  

 

 

PS: Será que eu entedi?